O VÔO DA ÁGUIA
“Ao ler a seção ‘Espaço CPV’ da edição de setembro de 2001 senti o desejo de escrever minha trajetória profissional para que possa servir de exemplo a todos os profissionais que estão iniciando em vendas e aos que buscam oportunidades de crescimento em suas empresas.
Após uma experiência de cinco anos no antigo Banco Nacional, senti-me desafiado a mudar radicalmente minha vida. Estava insatisfeito. Estudava engenharia e trabalhava para pagar os estudos. A ‘grana’ era curta, não podia realizar meus sonhos e nem oferecer o melhor para minha família. Mas havia dentro de mim o desejo de conquistar o ‘meu espaço’ e voar mais alto. Inconformado com a vida que levava, uma força interior me impulsionava a fazer o melhor, acreditando que um dia a oportunidade iria chegar. Incentivado por um grande amigo (professor Jones) a trabalhar na área de vendas, ingressei em 1989 na Sharp e, logo em seguida, fui para a Xerox do Brasil, sempre como vendedor, e lá permaneci até 1993. Ambas foram grandes escolas, pois aprendi a ser competitivo e a confiar no meu potencial. Foi um período de muita dedicação e de novas experiências, que contribuíram diretamente na minha formação e desenvolvimento profissional.
Em 1993 fui trabalhar na Assit Card multinacional que comercializa seguros de viagem, com o cargo de ‘Promotor de Vendas’. Em 1994, passei a Gerente de Vendas e, depois, para Gerente Geral de Vendas (95) e Diretor Comercial para o Brasil (96). Continuo como Diretor Comercial só que agora na Travel Ace do Brasil (empresa do segmento de seguro-viagem), comandando uma equipe de 50 profissionais em busca de novos desafios.
A minha primeira venda ainda na Sharp foi uma grande lição, talvez a maior que tenha recebido: meu supervisor de vendas solicitou que eu fosse ao bairro de Madureira (Rio de Janeiro) para trocar uma calculadora quebrada. Ao chegar ao estabelecimento identifiquei-me como sendo vendedor da Sharp e alguém gritou: ‘Não quero saber de vocês, levem esta máquina embora.’ Fiquei parado e assustado. O homem percebeu e perguntou se eu estava bem. Foi quando disse que era o meu primeiro dia de trabalho como vendedor e ele o meu primeiro cliente. Fui convidado a entrar no escritório, conversamos um pouco e ele perguntou: ‘Quanto custa essa máquina?’ Respondi que estava em promoção e o ‘quase ex-cliente’ acabou comprando duas unidades. Nessa hora aprendi que são nos momentos difíceis que se apresentam as maiores possibilidades.
No ‘jogo da vida’ é preciso caminhar passo a passo, dia a dia e conquistar espaços com dedicação. O maior legado que podemos deixar são as experiências vividas e o aprendizado adquirido. Ao longo desses anos aprendi alguns ensinamentos:
- É fundamental ter disciplina;
- Deve-se acreditar na possibilidade da vitória;
- Nunca esquecer as origens;
- Fazer o que é certo, sempre.”
Autor: Evandro Correa
[reprodução permitida se mencionar o nome e site do autor. Evandro Correa - EOC www.somosvendas.com]
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