Olho do furacão

“Não tenha medo, Abrão! Eu sou o seu escudo; grande será a sua recompensa! Gênesis 15.1

Quando algum problema nos aflige e não conseguimos ver a solução, começamos a olhar o vazio na busca de alívio, de conselhos, de palavras que possam resolver os problemas para os quais não enxergamos saída. De mãos atadas, sem conseguir sair do lugar, embrenhamos as nossas mentes num redemoinho de idéias e, no meio disso, giramos em torno de nós mesmos. Formamos uma parede como escudo e destruímos o que se aproxima. Tornamo-nos insensíveis ao que está ao nosso redor e, como a agitação é grande, arrastamos o que estiver por perto, não enxergamos o óbvio e não conseguimos sossegar. Temos medo da direção em que vamos, teimamos em querer entender e nos mantemos no centro de tudo sem saber para que lado seguir.

Sempre há um momento no meio da dificuldade em que ficamos bem no centro, como se estivéssemos no olho de um furacão, e nesse momento percebemos o quanto somos frágeis, pequenos e desprotegidos. Percebemos a nossa insignificância e impotência, e aí pedimos socorro. Choramos, gritamos, sofremos, desesperamos. Endurecemos o corpo e o coração e deixamos até de ouvir o som suave do vento que no meio dessa tempestade sussurra a promessa que Deus tem para cada um de nós. Abrão estava cansado, velho e sem filho, porém com ouvidos atentos escutou a voz de Deus que lhe deu a promessa de ânimo: “não tema, eu sou o seu escudo”.

Quando estamos cansados, passando por alguma dificuldade, sem esperança, geralmente o nosso pensamento se dispersa e os nossos ouvidos se fecham, quando na verdade deveríamos agir exatamente de forma oposta, ou seja, fixar o pensamento em Deus e sua Palavra, descansar nele e ouvir a sua voz. Se deixarmos de ser o centro e num momento dermos lugar à presença de Deus, poderemos desfrutar de suas promessas e consolos – basta olhar para ele.

Extraído do livro Pão diário
Autor: Adelma Perreira da Silva



[reprodução permitida se mencionar o nome e site do autor. EOC www.somosvendas.com]

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